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Estudo mostra que smartwatches ajudam a identificar piora de função física em idosos

Resultados mostraram que o uso de relógio inteligente em testes de sentar-levantar pode identificar risco de sarcopenia em idosos, além de favorecer o rastreamento remoto do declínio funcional.

Por Rogério Bordini

Pesquisadores do Viva Bem (Recod.ai), UNIFESP e Universidad de Ingeniería y Tecnología (Peru), conduziram um estudo com 80 idosos de Campinas/SP para testar se um smartwatch no pulso pode ajudar a avaliar a capacidade funcional durante o Teste de Sentar-Levantar Cinco Vezes. Essa verificação permite medir fatores como tempo consumido para levantar-se cinco vezes, força dos membros inferiores, controle do equilíbrio, risco de queda e capacidade física para exercícios.

Os resultados da pesquisa, conduzida entre dezembro de 2024 e junho de 2025, mostraram que idosos com risco de sarcopenia — transtorno caracterizado por perda acelerada de massa, força e função muscular — tiveram desempenho cerca de 50,5% pior e que algumas medidas do relógio, especialmente a aceleração resultante mínima, conseguiram diferenciar melhor os grupos.

Na prática, isso aponta para o uso de relógios inteligentes como ferramenta acessível para monitorar declínio funcional, apoiar rastreamento remoto e ajudar a identificar risco de queda mais cedo, embora ainda seja um estudo inicial e exploratório.

O estudo foi fruto da tese de doutorado de Erick Lucena, sob supervisão de Prof. Marco Uchida, ambos vinculados à Faculdade de Educação Física da Unicamp e Viva Bem. Acesse aqui o artigo completo publicado no periódico Physical & Occupational Therapy In Geriatrics, dedicado a profissionais de saúde em reabilitação e cientistas para estudos sobre o avanço de práticas preventivas, clínicas, educacionais e terapêuticas em Geriatria.