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IA como aliada na análise do comportamento sedentário é destaque no Jornal da Unicamp

Por Juliana Vicentini

Dados de movimento e sinais fisiológicos são monitorados por relógios e anéis inteligentes para melhorar a qualidade de vida das pessoas de maneira personalizada

A rotina moderna leva as pessoas a passarem muito tempo sentadas, seja no trabalho, transporte e até mesmo em momentos de lazer. Isso tem aumentado o sedentarismo que é caracterizado por um comportamento de longos períodos de baixo gasto energético. A pouca movimentação ao longo do dia traz diversos impactos para a população e consequentemente, pressiona os serviços de atendimento à saúde. Por isso, é necessário criar estratégias que auxiliem a superar esse desafio.

Esse tema foi abordado pelo Jornal da Unicamp que publicou uma reportagem sobre o uso de Inteligência Artificial conectada às tecnologias vestíveis para o entendimento do comportamento sedentário. Essa é uma das linhas de pesquisa do Viva Bem, Hub de Saúde e Bem-Estar do Laboratório de Inteligência Artificial, Recod.ai. O estudo é coordenado pela Emely Silva e é desenvolvido pelo pós-doutorando Vitor Tessutti e pelo doutorando Alexis Aldo Mendoza, vinculados à UNICAMP.

A universidade em parceria com a indústria desenvolveu um estudo que utilizou relógios e anéis inteligentes para monitorar as atividades de 100 voluntários. Com base na métrica METS (equivalentes metabólicos), a coleta de dados foi além do registro de movimento e contemplou a sua repetição e frequência. Isso permitiu categorizar a intensidade do comportamento em quatro níveis: (1) comportamento sedentário, (2) atividade leve, (3) atividade moderada e (4) atividade vigorosa. Sinais fisiológicos, como frequência cardíaca também foram considerados no monitoramento. Para interpretar esse conjunto de dados, os pesquisadores desenvolveram um sistema de análise visual capaz de identificar sinais e movimentos mais relevantes para a análise.

A combinação dessas informações amplia as possibilidades de intervenção na área de saúde. Ao estimar com mais precisão os níveis de atividade ao longo do dia, as pessoas são capazes de compreender melhor seus padrões de comportamento, o que pode facilitar a inclusão de práticas saudáveis. Do ponto de vista clínico, os dados coletados têm potencial para subsidiar protocolos médicos personalizados baseados no perfil fisiológico e comportamental do paciente para reduzir doenças crônicas associadas ao sedentarismo.

Jornal da Unicamp com membros VIva Bem (da esq. para dir.): Lúcio Camargo, Daniela Prandi, Emely Silva, Vitor Tessutti e Alexis Mendoza (Foto: Rogério Bordini)

Acesse a íntegra da pesquisa de Mendoza a seguir: